Pleroma heteromalla
Ipomoea hederifolia
Reserva
Mãe-da-Lua

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Cryptostegia madagascariensis BOJER ex DECNE.

Unha-do-diabo, criptostégia
Fam.: Apocynaceae
Cryptostegia madagascariensis
22/04/2021; Reserva Mãe-da-Lua, Itapajé-CE.

Figura 1.

A liana criptostégia originou do Madagascar e foi cultivada pelo homen em vários continentes. Em alguns lugares, por exemplo, no nordeste do Brasil e na Austrália, ela virou uma espécie invasora agressiva, deslocando as plantas nativas. Assim, ela se estabeleceu em grandes partes da Caatinga, sobre tudo em lugares húmidos. Na Reserva, ela ocorre nas proximidades dos olhos d'água, na beira dos leitos dos riachos, nas paredes dos açudes etc. A criptostégia sobe nas árvores e cobre as suas copas, e as árvores acabam quebrando por causa do peso da invasora ou morrem por falta de luz. Esta praga é de difícil eradicação, e eu desconheço medidas eficientes e viáveis para combatê-la. A indiferença de muitos nordestinos à flora da Caatinga também não ajuda.

Os nativos do Madagascar usaram a criptostégia para vários fins. "The latex of Cryptostegia has been used for production of rubber.. the fibers also have been utilized for making threads and ropes, mostly for manufacturing nets and fishing lines.. It has also been taken as a medicine to cure gonorrhoea.., as well as a cardiotonic.." (Klackenberg 2001, p. 206/207). Às vezes, o veneno da cryptotegia foi usado para cometer suicídio ou para matar outras pessoas (Jumelle 1907, p. 355).

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Cryptostegia madagascariensis
22/04/2021; Reserva Mãe-da-Lua, Itapajé-CE.

Figura 2.

A morfologia da corona é importante para a determinação do taxon. Segundo Decaisne, os lobos dos cinco segmentos da corona são bífidos em C. grandiflora ("squamis 5 bipartitis" = com 5 apêndices bífidos) e inteiros em C. madagascariensis ("corollae squamis ..integris" = com apêndices da corolla inteiros) (Decaisne 1844, p. 492). Na foto, há lobos inteiros, o que sugere que o epíteto correto é madagascariensis.

Veja também: Klackenberg 2001, Polhamus et al. 1934.

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Literatura consultada

Decaisne 1844, p. 492 (protólogo)
Jumelle 1907, pp. 349-355 (Madagascar)
Klackenberg 2001
Matos et al. 2011, p. 35 (Toxicidade)
Polhamus et al. 1934
Vieira et al. 2004

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