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Mãe-da-lua
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Introdução
Vegetação
Disponibilidade de água

A nossa RPPN é situada no município de Itapajé no Ceará, à 120 km de Fortaleza. Inclui os lados este e norte da Serra das Vertentes (aproximadamente 400 hectares da reserva), e planície no sul da serra (360 hectares). Veja fig. 1.

Veja também: Mapa da reserva, e Acesso pela BR222.

18/02/2010; RPPN Mãe-da-lua, Itapajé, Ceará.
Figura 1. No primeiro plano, um açude seco, e vegetação de Caatinga. No segundo plano, a serra da RPPN Mãe-da-lua ("Serra das Vertentes"). A distância entre o açude ("A" na foto) e a "mata fresca" na linha da serra ("B") é aproximadamente 1700 metros, e um gavião poderia voar de "A" a "B" em menos de 2 minutos. Porém, uma pessoa caminhando nas nossas trilhas sinuosas leva no mínimo 90 minutos para chegar.

A elevação máxima da serra é 650-700 metros.

Até o início da década de 70, em grandes partes da propriedade, havia plantações de algodão. Estas plantações cobriram a planície e os declives de fácil acesso na serra, porém não atingiram as partes mais altas da serra, nem as áreas onde escarpas impossibilitaram a agricultura. Em cima de um dos serrotes, tinha um bananal, que foi abandonado há décadas.

A partir dos anos 70, a fazenda foi usada para criar gado em pasto nativo (Caatinga secundária), e para agricultura de subsistência, com cortes de madeira e queimadas. As áreas de difícil acesso, e algumas das antigas áreas de algodão, ficaram sem mais interferência.

A Associação Mãe-da-lua, uma entidade sem fins lucrativos, comprou o terreno em 2006, e o transformou numa reserva ecológica. Flora e fauna são agora protegidas, e a caça é proibida. Desde 2009, a reserva é oficialmente reconhecida como RPPN, pela Portaria 58, do 29 de Julho de 2009, ICMBio, Ministério do Meio Ambiente.

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Vegetação

A flora da reserva é variada. Em geral, as áreas de difícil acesso são as melhor preservadas. Numa parte da serra, a mata está crescendo sem distúrbios, desde 30-40 anos. Tem até áreas onde a mata nunca foi cortada, porém pelo menos em parte, estas sofreram incêndios.

Um levantamento da vegetação da reserva, por um botânico ou outra pessoa competente, não está disponível, por enquanto. As informações seguintes são preliminares, e são baseadas nas minhas próprias observações e estimativas.

Na serra, os principais tipos de vegetação são:

  • Mata tropical seca, mais ou menos bem preservada, com rica biodiversidade, e várias aparências. Em algumas áreas, até as árvores velhas não excedem 2-4 metros de altura (fig. 2). Em outras áreas, as árvores são bem mais altas e grossas (fig. 3).

28/02/2010; RPPN Mãe-da-lua, Itapajé, Ceará.
Figura 2. Mata seca madura numa área rochosa, na serra da RPPN Mãe-da-lua. As árvores têm somente 2-4 metros de altura.
28/02/2010; RPPN Mãe-da-lua, Itapajé, Ceará.
Figura 3. A mais grossa embiratanha na serra da RPPN Mãe-da-lua.

A planície é coberta por Caatinga arbórea secundária em vários estágios de regeneração e recuperação (fig. 5). Há área extensas com alta biodiversidade, que parecem ter crescido sem interferência desde há 25-30 anos. Outras áreas são menos preservadas.

    21/02/2010; RPPN Mãe-da-lua, Itapajé, Ceará. (c) H. Redies.
    Figura 5. Caatinga arbórea na planície da RPPN Mãe-da-lua. (A): Arapiraca (Chloroleucon dumosum). (B) Sabiá (Mimosa caesalpiniifolia). Nos arredores desde lugar, é às vezes possível ver ou ouvir o Jacu verdadeiro (Penelope jacucaca), a pequena saracura-da-capoeira (Aramides mangle), ou o macaco-prego.

Um livro bom e recente sobre as árvores da Caatinga, e sua conservação, é Nickel Maia 2004.

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Disponibilidade de água na RPPN

Há dois olhos d'água na serra (fig. 6), e mais dois na planície da reserva. Todos os quatro tem água durante o ano inteiro, e são muito visitados por aves e outros animais, se bem que a água é um pouco salobra. Além disso, há dois açudes. Estes também atraem muitos animais silvestres, porem podem secar no fim do ano, entre outubro e dezembro.

    21/02/2010; RPPN Mãe-da-lua, Itapajé, Ceará. (c) H. Redies.
    Figura 6. Um olho d'água na serra. Dois soinhos ( Callithrix jacchus) beberam enquanto estava na minha tocaia ao lado, observando e fotografando. Muitas das fotos exibidas no nosso site foram feitas perto deste olho d'água.

Durante a época das chuvas, vários pequenos riachos correm na reserva. Nas fazendas vizinhas, há outras fontes de água, e açudes, permanentes.

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